11 abril 2014

Museumplein

"Museumplein" – Aquarela, 18x30cm
A primeira de uma série de pinturas baseadas em fotos minhas de Amsterdam. ^_^

26 março 2014

Um Diner à la Hopper

"Diner" – Aquarela, 15x29cm

Nem só de imagens orgânicas e naturais se faz um pintor. É hora de explorar imagens mais urbanas. Comecei com esse diner cheio de linhas retas, baseado numa foto que tirei em Mono Lake, na Califórnia, há anos atrás. Modifiquei a composição e o entorno da imagem, para uma sensação de maior isolamento, apesar dos reflexos de carros na janela indicar que há gente por perto. 

En Plein Air em Amsterdam – Ou "congelando enquanto pinta"

"Chorão em Sarphatipark" – Aquarela en plein air,  20x13,5cm

A intenção em Amsterdam era passear e ver museus de manhã e passar a tarde pintando. Mal sabia eu, no entanto, que ficar duas horas sentada à sombra num dia de fim de inverno a 5 graus não é a coisa mais inteligente do mundo a se fazer. Os detalhes foram feitos a mãos trêmulas, e, depois de empacotar as tralhas, precisei de dois cappuccinos grandes num café próximo para reaquecer as mãos e as mandíbulas, travadas de frio. Daí que esse foi meu único en plein air durante a viagem. Pintar do lado de fora, agora, só em meses quentes. ;)

24 fevereiro 2014

Jardim Botânico, en plein air

"Lago dos Bugios" – 29x11cm, Aquarela em papel Guarro
Nunca havia pintado ao ar livre antes. Digo, talvez sim, quando tinha 10 anos e pintei um pato batendo asas no Parque da Aclimação, que depois vendi pelo preço de um álbum de figurinhas no pátio do prédio, numa feirinha organizada pelas crianças. [O sinal do universo do que era que  eu deveria fazer na vida, mas que decidi ignorar por vinte anos.]

A primeira dificuldade foi escolher o quê de fato pintar. Tantas paisagens, tantos detalhes, tantas luzes, tantos ângulos. Às vezes um ângulo bom de pé, mas quando se encontra um lugar para sentar e apoiar a prancheta, perde-se a visão original.

Decidio o quê, a segunda dificuldade foi a edição dos elementos. Meu olho foca tudo aquilo que olha. Diferente de uma fotografia, onde está já decidido o que está em foco e o que é só plano de fundo, que já tem clara a direção do olhar, a paisagem ao vivo é um excesso. O que precisa ser detalhado e o que não precisa? E até onde vai a borda do meu desenho? Aquela planta ali entra ou não entra? O alto daquela palmeira? Aquele lírio no meio do lago? Resolvi que olharia as plantas ao fundo de olhos semicerrados, para eliminar os detalhes, e focaria o lago.

Terceira dificuldade: a luz que muda. Em duas horas pintando, as sombras já não eram as mesmas, a cor da luz era outra, o reflexo no lago lamacento mudara.

No entanto, apesar da aflição de sentir formigas subindo pela sua perna e você não poder batê-las fora até terminar aquela droga daquela palmeira antes que a tinta seque, fiquei extremamente satisfeita com o resultado.

Ponto alto do dia foi um menino que ficou sentado ao meu lado pelos últimos vinte minutos, em completo silêncio, olhando para o papel e o pincel, e que de repente exclamou: "Nossa, tia, você pinta bem!".

^_^

14 fevereiro 2014

Brincando com o enquadramento de uma lagarta

"Lagarta" - 28x17cm, Aquarela em papel Saunders
Apanhando uma fotografia bem mais ampla e brincando de pintar apenas um trecho, criando uma nova imagem. De quebra, pintando coisas estranhas que eu normalmente não pintaria.

27 janeiro 2014

Uma pegada diferente num bar

"Bar" –29x18cm, aquarela em papel Saunders
Achando graça em pintar coisas que eu normalmente não pintaria. Então, por que não pintar num estilo diferente também?

17 janeiro 2014

Saindo da zona de conforto

"Tanques" - aquarela, 17,5x19,5cm
O bom de me manter fazendo aulas é sair da zona de conforto. Por mim, continuaria pintando paisagens europeias e pratos de frutas. Mas o Zuri me apresenta esse tipo de referência. No caso, baseada em fotografia do livro sobre o filme Carandiru.